quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sobre as estações do ano e as estações da vida

Gostaria muito de ter escrito este post ontem, mas meus dias tem sido bem corridos, então não consegui. E por que queria ter escrito este post ontem? Ontem teve início a primavera, a estação das flores e eu sou apaixonada por flores. Aqui em Salvador, não temos as estações bem definidas e tudo que a gente acaba notando é que o verão está chegando, com os termômetros marcando temperaturas cada vez mais elevadas. 

Como já disse acima, o que me fez escrever este post foram exatamente as flores. Ontem, elas me fizeram refletir bastante. Nos locais onde as estações são bem definidas, este é o tempo de florescer, bem como no outono é o tempo das folhas caírem. Lembro bem disso acontecendo no último ano, quando estava lá no hemisfério norte, durante o outono, e via as folhinhas caindo aos montes.

E o que as estações do ano tem a ver com a minha vida?! Eu diria que tudo. Na minha vida e, muito provavelmente, na sua também, as coisas acontecem em uma espécie de ciclo, assim como as estações. O verão é tempo de nos alegrarmos. Os dias azuis e quentes nos fazem sair de casa e aproveitar o que a vida tem de melhor. O outono é tempo de nos desfazermos/perdermos algumas coisas, assim como as árvores se desfazem/ perdem as folhas, sejam elas boas ou ruins. O inverno é tempo de nos recolhermos; tempo de reflexão. E a primavera?! É tempo de florescer, fazer nascer o que há de melhor em nós. É tempo de saber que, apesar de termos perdido as folhas e termos passado um tempo refletindo sobre esta perda, precisamos florescer, fazer surgir o que há de melhor em nós. Para, então, aproveitarmos o verão que é o tempo de nos alegrarmos.

E bem assim tem acontecido na minha vida, em especial neste ano. De uma forma que eu diria até bem coordenada com as estações e coisa que eu só percebi agora escrevendo este post.

- Abril foi o meu "mês de outono". Foi o tempo de perder a minha mais preciosa folha.

- Junho, julho e agosto foram os meus "meses de inverno". Foi tempo de me recolher e refletir sobre o que me tinha acontecido.

- Setembro, outubro e novembro serão os meus "meses de primavera". Será tempo de florescer, de fazer surgir em mim as melhores flores para que quando chegarem, então, meus meses de verão, eu esteja pronta para curtir a minha estação da alegria.  

E que, todos os anos, eu possa me renovar. Que os outonos sejam menos dolorosos; que os invernos se mantenham como tempo de reflexão, que as primaveras sejam cheias de lindas flores e que os verões sejam sempre a estação da alegria. 



É tempo de florescer!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

FÉRIAS

Dezoito dias depois do último post, cá estou eu de volta. Afinal de contas, férias são férias e são uma oportunidade e tanto para nos desligarmos das coisas que ficam por aqui e tentar curtir e relaxar o máximo possível. E foi exatamente isto que fizemos. Foram um total de 16 dias viajando, incluindo o dia que deixamos Salvador e o dia que retornamos. Não podemos reclamar, né?! Férias bem longas e MARAVILHOSAS.

Não vou dizer que deu para descansar o corpo, porque foram dias bem agitados e cheios de adrenalina. Mas a mente agradece. 

A terra do Mickey é realmente encantadora e preciso tirar o chapéu para os americanos, estes sabem o que fazem e fazem jus ao slogan do Magic Kingdom "Where dreams come true". É realmente a terra onde os sonhos se tornam realidade. E ouso dizer que não tem ninguém que resista aos encantos da Disney. Eu mal cheguei e já estou com vontade de voltar. Estava comentando com alguns amigos do quanto gostaria de passar pelo menos uma semana do ano nas bandas de lá. Simplesmente encantada e apaixonada. 



Ah o Caribé e seus encantos. E a monstruosidade do Allure of the Seas. Se tiver a oportunidade de ir, não deixe passar. Vale MUITO a pena! O navio é simplesmente gigantesco. Cheio de atrações, que vão de musicais a shows aquáticos e de patinação no gelo. Entretenimento que vai de piscina para surf e bodyboard a escalada e tirolesa. Um deslumbre. Comida até não aguentar mais e um saldo de 2 quilinhos na bagagem.



Dezesseis dias intensos, de muitas risadas, de poder usufruir da companhia do meu marido e abastecer o nosso casamento de momentos muito prazerosos e um momento único de juntar uma parte da família e desfrutar de momentos descontraídos e maravilhosos juntos.

De tudo isso, um agradecimento especial ao meu Pai, ao meu Deus, que é sempre o responsável pela realização dos meus sonhos. Ao meu marido, que foi o grande responsável pela logística e que fez com que tudo saísse perfeito. Você sabe que os meus melhores dias são ao seu lado. Te amo!

Deve ser meio estranho entrar em um blog chamado "Mãe de Catarina" e dar de cara com o relato de uma viagem. Se eu entrasse neste blog sem conhecer a minha história, acreditaria que este blog se trata de um blog com dicas sobre a maternidade. Infelizmente, ele não trata disto, pelo menos não neste momento. Este blog trata da Mãe de Catarina, eu, meus sentimentos, meu dia a dia, minhas alegrias e frustrações. Acho que não dá para ficar aqui compartilhando apenas minhas dores e frustrações. Acho que vale a pena mostrar o quanto sou feliz, apesar das circunstâncias, e o quanto sou abençoada por tudo que tenho. 

Não existe um dia sequer que eu esqueça que eu sou a mãe de Catarina. Não existe um dia sequer que eu acorde ou durma sem pensar nela. Na falta que me faz, dos momentos vividos na expectativa da sua chegada e dos momentos vivenciados durante a sua estadia por aqui. Absolutamente TUDO me faz lembrar dela. Se vejo uma grávida, se vejo um bebê, se vejo um brinquedo de criança, se entro na minha casa, no seu quarto. Enfim, tudo me faz lembrar a minha filha. As lágrimas ainda insistem em cair, o coração continua apertado. Saudade de senti-la mexer na minha barriga, de carregá-la no colo e de dizer o quanto a amo. Saudade. Sei que serei eternamente saudade e que um pedaço de mim já não vive mais. Tenho ciência que a minha alegria jamais será completa até o dia do nosso reencontro. E tola que sou, me veio um pensamento dos mais ridículos. Como pode minha filha morrer sem conhecer a Disney?! (Rs). Cá sigo eu na certeza de que o lugar que minha filha está é verdadeiramente o lugar "Where dreams come true". Onde a doce presença do Pai é suficiente. 


"Pois metade de mim é partida. A outra metade é saudade" (Oswaldo Montenegro)


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Estou indo ali ser feliz e já volto!

Hoje, teremos dois posts em um!

A primeira parte diz respeito ao desafio que propus há exatamente uma semana na minha linha do tempo no facebook. Segue abaixo o desafio:

Gostaria de propor um desafio (e não é o desafio do gelo). Este desafio funciona da seguinte forma:
- Ele dura uma semana;
- Você pode começar qualquer dia (de preferência hoje mesmo);
- Objetivo: toda vez que você for reclamar de alguma coisa, tente lembrar imediatamente de algo bom relacionado ao problema. Vamos aos exemplos para que fique mais fácil. Ex. 1: você está enfrentando problemas no trabalho, ao invés de reclamar, simplesmente agradeça por ter um emprego; Ex. 2: você está parado em um super engarrafamento, ao invés de reclamar, simplesmente agradeça por ter um carro e, caso não tenha, agradeça por ter dinheiro para pagar a condução; Ex. 3: sua / seu cônjuge fez algo que lhe deixou irritado(a), ao invés de reclamar, simplesmente agradeça por todos os outros momentos em que ele(a) te faz tão feliz.
- Resultado: volte aqui neste post e me conte o que aconteceu na sua semana. Se nada mudou e você está me achando uma idiota, se sua semana se tornou pior ou um tantinho melhor. 

E aí?! Alguém cumpriu o desafio? Vou contar para vocês que me saí bem, mas talvez a justificativa para eu ter me saído tão bem venha ai na segunda parte deste post.

Estou aguardando a resposta de vocês! Lembrem-se que pedi para vocês voltarem nem que fosse para me chamar de idiota. 

A segunda parte diz respeito ao fato de eu ter me comportado tão bem no desafio. Já venho há 2 semanas em um ritmo bem intenso de trabalho pela mais nobre das causas: FÉRIAS! Estou embarcando agora a noite para os EUA. Vou ali dar uma voltinha na terra do Mickey (e da Minnie) e depois uns mergulhos no mar do Caribe! Vou tentar fazer uns videos para mostrar a vocês depois por aqui, mas não prometo. Eu e meu marido ficamos querendo curtir tudo e acabamos esquecendo até mesmo de tirar fotos. Ou seja, não dava para reclamar em véspera de viagem.

Estou muito feliz e muito animada com esta viagem! Inicialmente, vamos só eu e meu marido para a Disney e depois nos juntamos a um grupo de mais 12 pessoas e partimos de navio para o Caribe! E viajar em família é sempre uma delícia. Agradeço a Deus pela oportunidade! O que a gente queria mesmo era estar trocando fralda de cocô e acordando 4 vezes no meio da madraguda, mas infelizmente não foi esta a vontade de Deus! E, como eu mesma propus no desafio, não vai adiantar nada eu ficar reclamando da vida ou da forma "cruel" como ela pode, por ventura, estar me tratando. Pelo contrário, prefiro agradecer e saber que, mesmo em meio a tamanha dor, ainda encontramos motivos, e muitos, para sorrir! 


                                            


Estou indo ali ser feliz e já volto!






segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Amor de mãe

É engraçado lembrar de quando as pessoas me diziam: "Você só vai entender o amor de mãe no dia em que você tiver filhos". Eu concordava com a ideia, mas achava que conseguia ao menos imaginar como seria este amor. E me enganei. Afirmo categoricamente que ninguém consegue sequer imaginar como é este sentimento antes de se tornar mãe. Ele é instantâneo  e não pede para surgir. Chega com a força da água na queda da cachoeira, invade a nossa essência e nos transforma para sempre. Nenhuma mulher é mais a mesma depois de dar a luz. Ser a mesma depois que o seu coração bate fora do seu corpo não é para nós, mulheres. O fato de ter nosso coração fora do corpo não nos torna mais fracas e vulneráveis, muito pelo contrário, faz surgir em nós uma força inimaginável. Nos transformamos em verdadeiras leoas cuidando da cria. É um sentimento maior que nós mesmas, avassalador, que não pede permissão para surgir. Somos tomadas pelo mais doce dos sentimentos, pela maior das forças e pela intensa alegria por poder gerar vida. 

A maior nobreza do amor de mãe está na essência do amor. Quem ama, não deseja nada em troca. A mãe só deseja a felicidade do filho, ainda que isso possa custar a sua própria felicidade. 

Me lembro como hoje do dia em que me tornei mãe. A emoção do nascimento, o amor que é instantaneamente derramado sobre nós, só quem é mãe entende do que estou falando. Da mesma forma como o amor, todas as preocupações naturais da mãe vem também instantaneamente. Lembro da minha angústia, e isso ainda aperta o meu coração, ao perceber que minha filha não chorava, que a equipe de neonatologia precisou levá-la, que precisaram intubá-la e, finalmente, levá-la para a UTI. Ouço agora as palavras como se fosse hoje: "Vamos precisar levá-la para a UTI". Dói muito! É como se enfiassem uma faca no peito. Como assim levar minha filha para UTI? Imagino a minha cara de terror, pior ainda por não sabermos ao certo o que estava acontecendo. Como pode ser uma mãe separada do filho logo após o nascimento?! É uma daquelas dores que carregamos na alma. 

Não foram poucas as vezes que senti meu coração dilacerado. Cada susto e cada piora eram como se estivessem, de fato, enfiando uma faca no meu peito. Meu Deus, que amor é esse? Realmente difícil de explicar. 

Lembro do dia anterior à partida de Cacá. Ela tinha apresentado pela segunda vez um pneumotórax ("uma complicação onde entra ar no espaço pleural, que deveria estar vazio - é um espaço virtual"). Eu tinha entrado na UTI há poucos segundos e percebi que os parâmetros dela de oxigenação tinham baixado muito, chamei imediatamente a equipe, que prontamente veio checar. Como normalmente acontecia, eu já estava extremamente ansiosa e, pela graça de Deus, quando olhei para o lado, vi a cirurgiã que a acompanhava. Ela pediu que eu esperasse lá fora. Lembro de ter andando para a saída e olhado em direção ao céu e ter dito: "Senhor, eu não aguento mais!". Era muita dor! Era muito sofrimento! Como me doeu e ainda me dói lembrar da minha filha sendo submetida a tantos procedimentos invasivos, a tantos exames diários, como desejava estar no lugar dela e sentir em mim toda aquela dor. 

Na manhã seguinte a este dia, recebemos a notícia que Cacá tinha ido morar com o Pai. Nossa como doeu e dói muito até hoje. Não existe sequer um dia que não acorde e durma sem lembrar dela. De toda ansiedade, de toda alegria e de toda a angústia. Ainda não consigo entender, talvez nunca consiga e talvez não seja para entender mesmo. É como amor de mãe, a gente não entende, apenas sente.

E hoje eu vinha a pensar que a morte de um filho é como uma mudança para outro país.

Quando um filho decidi se mudar do país, para tentar sua "sorte" em outro, o coração da mãe se destroça, mas ela continua ali firme. Mãe supera dor pela alegria do filho. Ela deseja que o filho seja feliz, que alce voos nem sequer imaginados. A mãe do filho que se muda para outro país, ainda que sinta dor, é mãe realizada. Não criamos filhos para nós, mas para o mundo. A mãe do filho que se muda para outro país é a mãe que vive na expectativa do reencontro. É a mãe que não compreende, mas vive pela fé de que aquele é o melhor caminho.

Assim é a mãe do filho que se mudou para o céu. O coração da mãe se destroça, mas ela continua ali firme. Mãe supera dor pela alegria do filho. Ela deseja que o filho seja feliz, que alce voos nem sequer imaginados. A mãe do filho que se muda para o céu, ainda que sinta dor, é mãe realizada. Não criamos filhos para nós, mas para o mundo. A mãe do filho que se muda para o céu é a mãe que vive na expectativa do reencontro. É a mãe que não compreende, mas vive pela fé de que aquele é o melhor caminho. E o que é esta pequena separação diante de uma eternidade juntos?!

É como amor de mãe, a gente não entende, apenas sente.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"De boas intenções, o céu tá cheio!"

Uma das vantagens de se ter um blog é que posso escrever aquilo que penso e acredito e que, aqueles que leem, podem refletir, ainda que não concordem, sobre o que escrevo. 

Há alguns dias que venho pensando sobre a forma como muitos de nós vive. Temos a triste mania de ver sempre o lado ruim das coisas. O que me fez refletir sobre isso foi o polêmico "desafio do gelo". Eu realmente me diverti ao ver famosos tomando banho com um balde de gelo e fiquei feliz com aqueles que acreditaram na causa e fizeram suas doações. Imediatamente, começaram a pipocar também os críticos que, mesmo sem saber quem doou ou não, diziam ter sido o movimento apenas uma maneira de se auto promover. Acredito que para alguns isso foi sim uma maneira de "aparecer", mas quem sou eu para julgar as intenções das pessoas?! Eu prefiro acreditar, ainda que sendo considerada ingênua, que muitos deles fizeram sua doação e acredito também que ainda que apenas um deles tenha feito a doação, já valeu a pena. Se apenas $100 tiverem sido doados, apesar de tantos baldes de gelo, alguém com certeza vai ser beneficiado com isso.

Alguns vão me questionar e ainda vão lembrar do conhecido jargão de que "de boas intenções, o inferno tá cheio". Eu prefiro acreditar que, muito mais cheio do que o inferno, está o céu de boas intenções. Acredito nas boas intenções dos que lançaram o desafio, daqueles que ajudaram e não vejo a ação como um simples desperdício de água. Até peço desculpa por estar julgando, mas já me julguei também em relação a isso. Será que eu e todos vocês estamos realmente preocupados com as crianças que morrem de sede na África? Lembramos disso durante nossos demorados banhos? Ou quando mergulhamos em uma deliciosa piscina em um dia ensolarado? 

Vamos julgar menos as intenções do outro. Vamos acreditar que, antes de uma medida de auto promoção, uma causa nobre tem sido beneficiada. Quem já teve contato com um paciente com ELA sabe do quão difícil e dolorosa é esta doença! A causa é nobre e não vai deixar de ser porque 2 ou 3 ou 1000 jogaram um balde de gelo na cabeça para se auto promover.

A campanha do "desafio do gelo" é apenas um exemplo que falou comigo de como podemos encarar a vida. Devemos nos apegar ao lado ruim das coisas ou devemos ver que, sim, o céu tá cheio de boas intenções?! Valorize as qualidades e as atitudes nobres daqueles que o cercam e aprenda a conviver com os defeitos. Como diz a famosa frase: "Já que não podemos mudar o mundo, sejamos a mudança que queremos nele". 

Como disse uma amiga (espero que ela não se importe por colocar isso aqui): "Generosidade...vindo de quem nem se espera. Obrigada, Deus! É por isso que eu confio e sigo a fazer amigos e a confiar no ser humano, porque de um grupo inteiro de pessoas do bem, um babaca ou outro pouco significa. O que se perde é pouco diante do muito que se ganha".

Eu tenho procurado fazer isso na minha vida! Procurado ver o lado bom de tudo! E sigo a acreditar no ser humano.

Não quer contribuir com a campanha em benefício da ELA (eu também não contribui), não faça. Mas basta olhar para o lado que tem alguém precisando de você. Do seu sorriso, do seu abraço e, muito mais do que tudo isso, do seu amor.

domingo, 17 de agosto de 2014

O valor da família

Neste últimos dias houve uma comoção nacional pela morte de Eduardo Campos e de sua equipe. Não é de se estranhar. O presidenciável esteve em entrevista no Jornal Nacional, na noite anterior à tragédia e à sua morte. Sim, fiquei abalada e triste, não porque morria um grande político ou porque ele possivelmente faria diferença no futuro político da nação. Fiquei abalada e triste pela morte do filho, do marido e do pai. Da mesma forma como fiquei abalada e triste pela morte de Dr Marcos Araújo, pela morte do filho, do marido e do pai. Qual a semelhança nisto tudo? Será que a comoção maior vem pela morte do grande médico ou político, ou pela morte de dois chefes de família. 

O que vemos da história de Eduardo Campos, pela comoção de sua esposa e filhos, pela declaração apaixonada que os filhos fizeram dias antes do acidente pelo dia dos pais, é que ele era, antes de qualquer coisa, um homem que prezava pela sua família. Não o conheci, tão pouco sua mulher e filhos, e talvez seja fácil achar que tudo corria bem, mas pelo que vi nos últimos dias, creio que sua família era, sim, muito bem estruturada.

O que eu realmente acho que comoveu fortemente o país foi a morte de um pai de família. Mas por que? Porque a nossa sociedade hoje carece deste princípio básico. A família é o início de tudo e é a menor e mais importante estrutura da qual fazemos parte. Não se constrói um país forte com famílias destruídas. O futuro de muitos dos jovem frutos de lares e famílias conturbadas é, muitas vezes, um futuro de frustrações. Jovens que não acreditam no outro, por terem seus laços enfraquecidos; jovens que não entendem de amor, porque não foram amados. A destruição dos laços familiares, a falta de amor nos lares muito provavelmente é a principal causa dos males que vemos no Brasil e no mundo. Aqueles que não obedecem seus pais, possivelmente serão aqueles que também infringirão as leis do Estado; aqueles que não respeitam seus pais, tão pouco serão capazes de respeitar o próximo; aqueles que foram agredidos, possivelmente virão a se tornar agressores; aqueles que não foram amados, perdem, muitas vezes, a capacidade de amar.

O que Eduardo Campos deixou de legado para minha vida foi o exemplo da família que ele construiu. Eu acredito e sou completamente apaixonada por esta instituição. Não acredito que Eduardo Campos era o futuro da nação. Acredito que famílias, como a dele, são o futuro da nação.

Creio e oro para que a família dele "sobreviva" a esta tragédia. Que a morte não seja a quebra do elo que os une e, sim, a força que o mantém. Da mesma forma como a morte de Catarina, naturalmente, nos trouxe a maior e pior das dores, o que nos fez caminhar e "sobreviver" foi, sem dúvida nenhuma, esta instituição preciosa, que é a família. 

Cuide da sua família, ela é o que há de mais precioso na sua vida e a certeza de que através dela podemos construir um futuro melhor.   

"Não vamos desistir do Brasil", mas, antes disso, não podemos desistir das nossas famílias.   


www.correio24horas.com.br


   

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais

Há pouco uma amiga publicou no facebook algo como: " Está aberto o concurso de melhor pai do mundo! Já vi fotos de vários candidatos!". Entendi perfeitamente a brincadeira e achei graça. Ainda mais cedo, eu e minha irmã comentávamos que hoje estávamos conhecendo os pais de muitas pessoas, tamanho o número de mensagens e homenagens. Parei para refletir um pouco sobre isso e muito me alegrei. Feliz em ter tantos amigos e conhecidos gratos pelo pais que lhes foram dados. Aos que ainda estão por aqui e aos que se foram e deixaram muitas saudades.  Honrar pai e mãe é mandamento de Deus e porque não usar o dia de hoje para uma homenagem especial?! No dia de hoje deixamos para trás todas as falhas e defeitos, esquecemos que, como seres humanos, nossos pais estão sujeitos aos nossos mesmos erros, mas olhamos para eles com o coração cheio de gratidão, cheio de alegria por tê-los por perto, por todo o amor que eles derramam diariamente sobre as nossas vidas. Sim, temos vários melhores pais no mundo! E o melhor Pai nos céus! 

Minha singela homenagem aos pais da minha vida! Meu pai e o pai da minha filha. Dizem que uma mulher procura no seu companheiro a figura do seu pai. E eu encontrei! Depois de tantos anos de convivência com o meu pai, vejo hoje no meu marido as mesmas características. Humildade, honestidade, temor a Deus, amor ao próximo e, além de tudo isso, dois homens que tem um amor imensurável pela família e que lutam com todas as forças pelas suas. 

Vocês são os melhores pais do mundo e eu e Catarina somos muito gratas por tê-los nas nossas vidas! 

Amamos vocês.


O meu pai!


O pai de Catarina!